Quem foram os Primeiros Habitantes e
Quantos habitantes tem Atualmente
Curitibanos teve em sua povoação ao longo do tempo uma formação étnica diversificada.
O povoamento de Curitibanos, como praticamente toda a região serrana, construiu-se de forma diferente do litoral. Teve outra origem, outra história, outra cultura.
Têm-se registros que por volta de 1600, os jesuítas espanhóis se aproximaram da região compreendida entre o Uruguai e Iguaçu, esse território a princípio foi denominado pelos bandeirantes paulistas como Ibituruna, e era frequentemente visitado por eles para a caça dos índios aldeados.
Porém no início do século XVIII, os bandeirantes praticamente abandonaram a região, deixando o gado roubado ou caçado dos padres das missões, para trás, sendo que o mesmo se multiplicou, originando o gado que é denominado franqueiro.
Mas foi com o ciclo do ouro que a região volta a ser conhecida e explorada, a necessidade do sudeste brasileiro fazia com que muitos tropeiros curitibanos e paulistas fossem em busca de gado e mulas nas vacarias dos padres jesuítas na região das missões.
Assim o caminho mais curto, com menos dificuldades e menos custos seria traçado na região da serra catarinense, afinal se seguissem a trajetória comum que passava por Laguna, a viagem seria mais longa e os tropeiros eram obrigados a pagar impostos ao chegar na cidade.
Desta forma o planalto serrano e em especial a região de Curitibanos foi apenas caminho de tropeiros, com destino ás feiras de Sorocaba.
A partir deste trajeto, outras áreas foram igualmente conhecidas, a busca por caminhos mais curtos e fáceis, aos poucos oportunizava o povoamento da região, antes ocupados pelos aborígenes, descendentes dos Kaingangs.
A partir da abertura do caminho das tropas 1728/30 começaram chegar os descendentes de portugueses, que vinham de São Paulo e principalmente tropeiros da região de Sorocaba- SP os chamados Birivas, entre esses Antônio José Pereira que fazia parte da comitiva de Correia Pinto.
Antônio José Pereira formou uma fazenda no lugar que Dias Cortes denominou fazenda dos Curitibanos e ali se estabeleceu com uma fazenda de gado e um criatório de mulas. Em 1773, deu o nome de fazenda dos Curitibanos, onde fizeram ali roças de milho e feijão, como uma boa safra sempre.
Com terra devolutas sobrando, foram aos poucos chegando novos moradores.
O governo imperial com interesse de expansão territorial doava terras, principalmente na faixa por onde passavam os tropeiros.
É necessário observar que esses povoados, no inicio não traziam mulheres, formando famílias com índias da região e muitos traziam negros, escravos com as quais também tinham filhos.
Por volta de 1830 em diante começaram chegar algumas famílias alemãs, trazendo novos costumes, mas com o passar do tempo começaram aprender a cultura cabocla. No inicio do Século XX chegaram alguns italianos e a partir da década de 40 começou a chegar um grande número de descendestes de italianos vindo da serra gaúcha.
Na década de 60 chegaram os japoneses, que se estabeleceram em uma colonização do Governo de Santa Catarina que se chama Núcleo Colonial Celso Ramos hoje Município de Frei Rogério.
Atualmente a população curitibanense é originada das etnias: Kaingang, aborígene da região, o caboclo, mistura dos paulistas ( de origem portuguesa) e indígena, alemães e italianos remanescentes das colônias do Vale do Itajaí, em Santa Catarina e das colônias do Rio Grande do Sul.
De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Curitibanos tem atualmente 37.493 haitantes.
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