Como surgiu o município de Curitibanos
O Planalto catarinense, primeiro grande passo, para a expansão da área geográfica catarinense, começou a ser povoado partir da passagem das tropas paulistas.
Foram os tropeiros que lançaram as bases do povoamento, a começar pela fundação da cidade de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens, a atual cidade de Lages. Fundada pelo paulista Antônio Correa Pinto, este foi convocado para fundar povoações nos sertões de Curitiba, que compreendia o território de Curitiba, no Paraná, até Viamão, no Rio Grande do Sul. A necessidade de expansão dos pousos, a proteção para os habitantes que ocupavam terras com agricultura e criação de gado e, sobretudo garantir a posse dessas terras, que eram também enamoradas pelos espanhóis, foram as principais razões para construir e fundar povoados por essa região.
O bandeirante de Curitiba preador de índios, Guilherme Dias Cortes, passou por essa região e em 1679 elaborou uma carta geográfica onde dava nome aos lugares, um deles foi “os Curitibanos”.
Em 1727, o governador de São Paulo entregou o roteiro elaborado por Dias Cortes, ao sargento-Mor de cavalarias Francisco de Souza e Faria, para que ele abrisse uma estrada ligando o Sul a 5ª Comarca de Curitiba pertencente a São Paulo.
Souza e Faria, começou a estrada em Araranguá – SC em 11 de fevereiro de 1728. E em 1729, passou pelos Curitibanos, chegando a Curitiba em setembro de 1730, no dia de Nossa Senhora da Luz.
No verão do ano 1733/34, Cristóvão Pereira de Abreu com 130 tropeiros passaram por aqui comandando uma tropa (de muares) de 3.000 animais e das quais 800 eram suas e o restante de tropeiros anônimos.
Pereira de Abreu fez uma correção no roteiro de Souza Faria, dos Tajucas (Bom Jardim), atalhou por São Joaquim a parada dos Lagens (Lages), alcançando a picada de Souza Faria, um pouco depois de Ponte Alta.
Em 1771, Lages foi elevada a categoria de vila, assim tornou-se referência no apoio aos tropeiros e importante elo de integração do território catarinense, pois praticamente toda a região do Planalto sentido Oeste era habitada por indígenas da tribo Kaingang, do grupo linguístico dos Jês e algumas famílias, espalhadas pelo vasto território planaltino.
A partir de Lages começou o povoamento do Planalto Central. As tropas de gado e de mulas que vinham do Rio Grande do Sul rumo a Sorocaba, em São Paulo, serviam a todo Sudeste do Brasil, pois nesse período de grande exploração de ouro, a população dessa região necessitava de transporte e alimento que era constituído à base do charque.
Era um transporte lento, com os animais se movendo por suas próprias forças e os tropeiros no comando e vigiando as tropas.
A partir da primeira tropa, milhares de bovinos e muares passavam por Curitibanos e aqui descansavam. O local passou a ser conhecido como “Pouso dos Curitibanos”.
Em 1773, o capitão português Antonio José Pereira, membro da comitiva de Antonio Correa Pinto, fundador de Lages, veio com sua família morar na região e fundou a “Fazenda dos Curitibanos”, e aqui viveu ate 1779, quando faleceu. A fazenda foi vendida João Xavier de Souza (também membro da comitiva de Correia Pinto) pela viúva Maria Thereza de Eyro.
De Curitibanos além da estrada que vinha do Rio Grande do Sul rumo a Curitiba, outras variantes foram sendo abertas, por Lebon Regis, Caçador, Porto União, Ponta Grossa-PR, até Sorocaba-SP.
A partir da primeira tropa, milhares de bovinos e muares passavam por Curitibanos e aqui descansavam. O local passou a ser conhecido como “Pouso dos Curitibanos”.
A “fazenda dos Curitibanos”, provavelmente estava localizada na Lagoinha próxima a Lagoa Grande e as cinco primeiras pessoas mortas pelos índios, teriam sido sepultados no cemitério do Lageado.
A fazenda foi abandonada em 1783, devido um ataque dos índios ocorrido em 17 de outubro de 1782.
Em 1807 a câmara de Curitiba aprovou uma Lei que determinava a criação de vários povoados ao longo do caminho das tropas, e um destes seria nos Curitibanos.
Em 1829, o capitão José Ferreira Bueno fez um oficio para a câmara Municipal de Lages pedindo um padre para catequisar alguns índios no “Novo povoado dos Curitibanos”.
“Em 1851, constituiu-se os distritos de Curitibanos e Campos Novos Reunidos”, cuja sede distrital era Campos Novos, tendo cada povoado o título de “Quarteirão”.
Em 22 de março de 1864, pela Lei Provincial N° 535, Curitibanos recebe o titulo de “Freguesia de Nossa Senhora da Conceição dos Curitibanos”, fazendo parte agora do município de Lages e passando a ser sede distrital.
No dia 11 de junho de 1869, pela Lei Provincial No. 626, Curitibanos passa a município emancipando de Lages, sua sede recebeu o título de Vila. Após eleita a primeira câmara curitibanense, em 08 de Abril de 1873 foi determinado o juramento e posse dos conselheiros (vereadores do novo município). A instalação oficial se deu no dia 07 de Maio de 1873.
Nesse dia em sessão solene na câmara de Lages tomaram posse, também em nome dos demais vereadores, Matheus José de Souza e Oliveira e Lucidoro Luiz de Matos.
Em conformidade com o regime monárquico dos conselheiros votados saiu, além dos mesmos, mais dois Juízes de Paz, um escrivão, que também era secretário da comarca, o procurador, que também era tesoureiro da comarca; fiscais e outros funcionários.
A primeira sessão do conselho (câmara) de Curitibanos aconteceu com a instalação oficial do município em, 7 de Maio de 1873, e teve como Presidente o Cel Theodoro Ferreira de Souza, vereador eleito para câmara de Lages em 1868. Nomeado como primeiro juiz Municipal e também Intendente do Novo Município de Curitibanos do Termo da Comarca de Lages, na época o Intendente era o prefeito.
A Câmara ou Conselho Municipal tinha poderes além do Legislativo, Judiciário e através do Juiz Municipal e de Executivo através do Presidente.
Em 1891, foram desmembrados os três Poderes, e o Poder Executivo passou a ser exercido pelo Superintendente.
Não podemos precisar, devido o incêndio da prefeitura em 1914, por quanto tempo Theodoro Ferreira de Souza governou Curitibanos, mas até sua morte em 1885 conservou o cargo de Juiz Municipal.
Sabemos que seu substituto foi Cel Henrique Paes de Almeida que foi sucedido pelo Cel Elizario Paim de Souza que governou por pouco tempo provavelmente no ano de 1899, quando existe um despacho seu.
Ainda no campo das hipóteses em 1900, novamente assume o Cel Henrique Paes de Almeida, pois consta seu nome, em um requerimento do presidente da comissão dos fabriqueiros da Igreja, Major Marcos Gonçalves de Farias, enviado ao Superintendente Cel Henrique P. de Almeida.
O Cel Francisco de Albuquerque, governou o Município de 1902 a 1914, foi reeleito em 1910. Obs: Também neste ano 1910, este coronel foi eleito Deputado ao Congresso Legislativo, e em 23 de Maio de 1910 assinou a Nova Constituição do Estado, foi Vice-Presidente do Congresso Estadual e em 3 de Maio de 1917, como Presidente reconheceu o acordo de limites com Paraná, de 20 de Outubro de 1916.
Seu nome estava sendo cogitado para o Governo do Estado quando foi assassinado em dezembro de 1917. Em 1914, assumiu interinamente, sendo depois eleito para governar até 1918, o Cel Marcos Gonçalves de Farias. Em 1919 assumiu o Major Euclides Ferreira de Albuquerque, filho do Cel Albuquerque, que governou ate o final de 1922, sendo substituído no final do mandato pelo Cel Graciliano T. de Almeida.
Em janeiro de 1923 assumiu a Superintendência Municipal o Cel Henrique Paes de Almeida, conhecido como Henriquinho, filho do velho Cel Henrique Paes de Almeida, reeleito em 1926, historicamente confundido com o seu pai.
Em 12 de Dezembro de 1928, as Superintendências receberam a denominação de Prefeitura e os Superintendentes Prefeitos.
Henriquinho governou até Outubro de 1930 quando foi deposto.
Em outubro de 1930, assumiu o Prefeito Antonio Granemann de Souza até maio de 1935.
De maio de 1935 a setembro de 1937, o Cel Graciliano Torquato de Almeida.
De setembro a dezembro de 1937, Alfredo Driessen.
Dezembro de 1937 a fevereiro de 1940 assumiu a prefeitura o Cel Graciliano T. de Almeida, sendo o último coronel a governar Curitibanos.
Março de 1940 a novembro 1945, Sr Salomão Carneiro de Almeida.
Novembro de 1945 a fevereiro de 1946, Sr Heraclides Vieira Borges.
Fevereiro de 1946 a maio de 1947- Salomão Carneiro de Almeida.
De Maio a julho de 1947 – Sr Lauro Antonio da Costa.
Agosto a dezembro de 1947 –Sr Luiz Balem.
Dezembro de 1947 a janeiro de 1951 – Sr Salomão C. de Almeida.
Janeiro de 1951 a janeiro de 1956 – Sr. Lauro Antonio da Costa.
Janeiro a junho de 1956 – Antonio Granemann de Souza.
Junho de 1956 a janeiro 1959 – Evaldo Amaral.
Janeiro 1959 a janeiro 1961 – Sr José Bruno Hartmann.
Janeiro 1961 a janeiro 1966 – Dr. Helio Anjos Ortiz.
Janeiro 1967 a janeiro de 1970 – Sr Wilmar Ortigari.
Janeiro 1970 a janeiro 1973 – Dr. Helio Anjos Ortiz tendo vice-prefeito Heitor Anjos Maciel.
Janeiro de 1973 a janeiro 1977 – Sr Onofre Santo Agostini e vice-prefeito Heins Albert Reichert.
Janeiro de 1977 a 1983 – Sr. Wilmar Ortigari e vice-prefeito Dr. Osny Bitencourt Batista.
Janeiro de 1983 a janeiro de 1989 – Sr. Armando Costa e vice-prefeito Dr. Valdir César Baretta.
Janeiro de 1989 a janeiro de 1993 – Sr. Ulysses Gaboardi Filho e vice-prefeito Sr. Generino Fontana.
Janeiro de 1993 a janeiro de 1996 – Sr Generino Fontana e vice-prefeito Marilúcia Silva da Costa.
Janeiro de 1997 a janeiro de 2001 – Sra Marilúcia Silva da Costa e vice-prefeito Sr Wilmar Ortigari.
Janeiro 2001 a janeiro 2005- Sr Generino Fontana e vice-Prefeito Sr. Jose Righes.
De 2005 a 2008 Sr Wanderley Teodoro Agostini e vice Sr Vilmar Izidoro.
Sabemos que assumiram interinamente a Prefeitura de Curitibanos por curtos períodos os Srs:
Seslau Silveira de Souza, Luiz Balem, Dr. Luiz Moacir Farias Granemann, além de algumas poucas vezes os vice-prefeitos.
Agradecemos a Professora Jeanine Rodermel, professora da UnC de Curitibanos que prontamente nos ajudou com o conteúdo desta página.
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